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My Algebra Professor and My Leggings

 São Paulo, Friday, 7 p.m. For those who know the city, these words (São Paulo and Friday) are synonyms for chaos. Now imagine adding rain to the mix. Who in their right mind would attend a Linear Algebra class under such conditions? Me, of course — the nerd of the class. My luck was that I worked just two blocks away from the college building, so skipping class was never an option, logistically speaking. However, apparently, two blocks were enough to leave me completely drenched that night. I walked into the classroom and, to my surprise, there was no one there. I took the opportunity to pick a seat closer to the front and near the wall, where the air conditioning wouldn’t have much effect. I always carried a towel in my bag, along with a gym outfit, just in case I felt motivated to work out. I tried to dry myself as much as possible, but it soon became clear that it wouldn’t make much difference. To avoid getting sick, I decided to change clothes. The problem was that my gym outf...
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SEM ESCOLHAS - CAPÍTULO 11

 16 horas seguidas de sono. Era exatamente o que eu precisava e tive. Meu corpo ignorou o colchão fino e cheio marcas de suor que formavam uma estampa única. Eu ainda tinha dores, mas era um estado de entorpecência que prevalecia. Que horas seriam? Só Deus para me dizer, aquela cela estava extremamente silenciosa, mas a comida no chão me dizia que já tinha passado da hora do almoço. Pelas moscas sobrevoando meu prato nada suculento de polenta com carne cozida, supus que teria que comer um prato frio e talvez com algumas larvas. Não me importava desde que eu não enxergasse nada e futuramente não me causasse alguma doença.  - Que comida horrorosa - resmunguei mastigando e engolindo com fome. Uma grande mentira é aquela que dizem que o melhor tempero é a fome, pra mim continua ruim do mesmo jeito. Bom, mas não está me impedindo de comer. Refleti naquele momento que se houvesse outro bilhete eu teria engolido com tudo sem perceber e por alguns segundos fiquei feliz com isso, eu nã...

SEM ESCOLHAS - CAPITULO 10

 - Duas mãos? Duas mãos... - Ricardo repetia isso para ele mesmo com uma mão no queixo e outra segurando o papel, olhando sempre para o nada tentando achar no infinito invisivel uma resposta para o questionamento. - Você acha que alguém esta insinuando que eu ajudei a matar meu tio?  - Parece que sim, ou você participou de uma emboscada ou alguém se aproveitou do seu primeiro ato e concluiu o resto.  - O que voce quer dizer com emboscada? - Existe alguma possibilidade de você ter sido levada a fazer o que você fez? Eu não sei, como acuar um rato num beco e esperar que ele nao te ataque. Você sabe que o rato vai te atacar e você provoca isso. Existe alguma chance de voce ter se metido numa emboscada? - É serio que voce esta me comparando a um rato? - Camila.. - Certo, não eu não acho isso possível. Porque ele veio por si só ao meu encontro, a garrafa de Coca foi algo muito aleatorio e motivado pelo desespero.. - Mas você estava com uma faca na mão. - Mas olha o meu tamanho...

SEM ESCOLHAS - CAPÍTULO 9

E como uma boa menina ali estava eu escrevendo, escrevendo e escrevendo. Eu achava com todo meu conhecimento sobre cadeias (nenhum) que não seria permitido uma pessoa dentro das celas ter caderno e caneta. Principalmente caneta por poder ser usado como perfurante. Mas lá estava  eu com uma caneta e um caderno. Deve ser porque eu não estava numa prisão de verdade, ainda me encontrava numa delegacia, porém quanto tempo eu ficaria ali? E de fato eu seria presa? Quanto tempo eu teria que esperar até o julgamento? Sei de pessoas no Brasil, principalmente negras e pobres que ficam anos na cadeia sem sequer terem sido julgadas. Muita gente presa, muita gente inocente e no final todo mundo assina como bandido, porque se não era, se torna... Em continuação àquele pensamento, qual tipo de bandida eu me tornaria? Eu era magrela, sem muita massa muscular, provavelmente nao botaria terror em ninguém. Talvez eu me tornasse uma estelionataria, ou traficante, até que eu era boa de conta, acho qu...

SEM ESCOLHAS - CAPÍTULO 8

Aproximadamente 15 minutos depois eu terminei de contar tudo aquilo que estava até então só em minhas lembranças e mesmo quase formada em psicologia me impressionei como foi aliviante colocar para fora aquelas memórias ruins. Eu estava mais calma, não porque minha situação tinha melhorado de alguma forma, mas porque eu expus a ferida e aparentemente a simples exposição já possui poder analgésico.         - Você sabe que alguns dados não batem né? - Disse ele depois de pensar em silêncio durante uns 4 minutos após minha história.        - Eu não sei de nada, Ricardo. Achei que pudésse me ajudar nisso também.        - Pra começar o motivo da morte do seu tio não foi traumatismo craniano ou algo relacionado à pancada na cabeça. Ele foi morto com uma facada no coração...        - Igual à um porco... - As palavras simplesmente saíram da minha boca. Eu tinha falado sobre aquilo no telefone com a Gess antes de ...

SEM ESCOLHAS - CAPÍTULO 7

Cof Cof Cof Cof Cof               Minha garganta ainda sentia o gosto do líquido branco. O gosto, a textura e as consequências. Eu bebia água o tempo todo. Durante o trajeto bebi uma garrafa inteira de dois litros que um policial gentil me ofereceu. Gentileza nesse caso era não me xingar. Minha cabeça fazia círculos tentando resolver aquele embaraço, como eu tinha parado naquela situação? Quem tinha algum interesse em me ferrar? Quem se beneficiaria com minha prisão? Eram muitas perguntas a serem respondidas, mas a maior de todas, quem era cúmplice do Mariano? De todas as acusações, talvez eu já tivesse resposta para uma. O maior traficante da região era nada menos que o próprio Mariano. Enquanto namoravamos ele sempre gostava de ir nos lugares mais caros, pagar para todos os amigos e eu não entendia como o dinheiro dele dava conta, afinal ele era apenas um sócio de uma pizzaria que nem era a melhor da cidade. Pra ser bem sincera, eu nunca pedia p...

SEM ESCOLHAS - CAPÍTULO 6

Enfim chegamos na delegacia. Não sei quanto tempo eu dormi depois do que ocorreu com o Mariano, mas foi suficiente para eu me tornar uma celebridade. Repórteres, câmeras e muitas pessoas na porta. - Kamila, há quanto tempo você estava tendo um caso com seu tio? - Perguntou uma repórter enfiando o microfone na minha cara. Caso com meu tio? Oi? Senhor, o que estava acontecendo? Do que estavam me acusando afinal? Agora eu era amante dele? - Kamila, é verdade que você planejava matar o restante da sua família para ficar com a herança? Eu ainda não tinha saído do camburão e não sabia se conseguiria. Estava muito tonta, muitas vozes, muitas pessoas e muita informação. Eu nem sabia que minha família tinha herança. Aquilo era só um sonho ruim, tinha que ser. -Desce logo - uma mão me puxou para fora do carro. Caí. Minhas pernas não tinham força, por alguns instantes eu esqueci como andar. Levantei. Fui empurrada porta adentro e de repente tudo se calou. O único som ali eram dos meus ...