16 horas seguidas de sono. Era exatamente o que eu precisava e tive. Meu corpo ignorou o colchão fino e cheio marcas de suor que formavam uma estampa única. Eu ainda tinha dores, mas era um estado de entorpecência que prevalecia. Que horas seriam? Só Deus para me dizer, aquela cela estava extremamente silenciosa, mas a comida no chão me dizia que já tinha passado da hora do almoço. Pelas moscas sobrevoando meu prato nada suculento de polenta com carne cozida, supus que teria que comer um prato frio e talvez com algumas larvas. Não me importava desde que eu não enxergasse nada e futuramente não me causasse alguma doença. - Que comida horrorosa - resmunguei mastigando e engolindo com fome. Uma grande mentira é aquela que dizem que o melhor tempero é a fome, pra mim continua ruim do mesmo jeito. Bom, mas não está me impedindo de comer. Refleti naquele momento que se houvesse outro bilhete eu teria engolido com tudo sem perceber e por alguns segundos fiquei feliz com isso, eu nã...